terça-feira, 8 de setembro de 2015


Resenha do Conto Missa do Galo

 O Conto Missa do Galo escrito por Machado Assis publicado na Coleção Prestígio da editora Ediouro nos traz uma narrativa curta e que prende a atenção do leitor para saber o desenrolar do enredo. É uma narrativa curta que nos conta uma história com dois personagens centrais que são eles: o Nogueira que conta a história e a Dona Conceição.

A história é contada pelo Nogueira em primeira pessoa acontece no Rio de Janeiro entre 1861 e 1862, quando o Nogueira iria para a Missa do Galo. A Dona Conceição era uma mulher de aparência boa, não era bonita e nem feia, era considerada uma santa na cidade em que morava, era casada com o escrivão Menezes, que saía todas as noites para ir ao teatro, dizia ele para a mulher.

O Nogueira por sua vez, tinha mais ou menos 17 anos, ele iria para a Missa do Galo que aconteceria à meia-noite. Com o desenvolver da história, Nogueira estava lendo o seu livro esperando dar o horário de ir para a Missa do Galo, quando Dona Conceição aparece (ele estava hospedado na casa dela, pois o Senhor Menezes era casado com uma de suas primas em primeira núpcias, estava lá para assistir à Missa do Galo) dizendo estar sem sono, e aí começa o conto, uma mistura de olhares e gestos, palavras que faz com que Nogueira enxergue Dona Conceição com outros olhos, pois com a idade de 17 anos os hormônios estão a flor da pele.

Ele começa a dar sinais de afeição pela Dona Conceição, fantasiando um sentimento que nós leitores achamos que é verdade e que eles irão ficar juntos, mas no final à uma quebra de expectativa quando dá o horário de ir pata a Missa.

É um texto coerente, claro, preciso, objetivo e simples, e usa uma linguagem adequada para o entendimento de todos os leitores, tem uma forma lógica e sistematizada com as ideias ligando umas às outras fazendo com que o texto não fique desconexo.

Este conto é muito bom, aconselho aos leitores que façam uma leitura do conto, pois existe uma riqueza muito grande na obra, que nos prende e faz com que nós nos imaginemos na história.

Rodrygo Galvão

Acadêmico de Contábeis

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