terça-feira, 8 de setembro de 2015


 
Missa do Galo
Por volta de 1861 ou 1862 Machado de Assis com o conto Missa do Galo, descreve uma conversação entre duas pessoas. Conceição, mulher do escrivão Meneses, e do Sr. Nogueira, que estava hospedado na casa do escrivão afim de estudar. O escrivão tinha o hábito de uma vez na semana ir ao teatro e só voltar no dia seguinte, deixando só sua esposa que com o tempo acostumou-se com suas saídas. As pessoas da casa tinha o costume de se retirar para os quartos as dez da noite e as dez e meia já estavam dormindo. E aconteceu que sendo noite de natal era também noite de teatro e como de costume o escrivão foi ao teatro deixando só sua esposa novamente, Nogueira já deveria ter ido embora para sua cidade Mangaratiba, porém resolveu ficar pra festa da missa do galo que acontece nas noites de natal, Nogueira combinou com um amigo de irem juntos, Nogueira escolheu ficar acordado até que chegasse a hora.
                Depois que todos se retiraram para os quartos, foi ele para sala da frente já todo arrumado. Para passar o tempo ele lia o romance os três mosqueteiros e quando menos percebeu já estava montado ao cavalo de D’Artagnan e aos poucos foi se embriagando com DUMAS (Escritor Francês nascido em 24/07/1802 em Villers-Cotterest).
                 Enquanto lia, ouviu barulhos de passos que ia da sala de visitas a sala de jantar, levantou os olhos e viu o vulto de Conceição pela porta, que se espantou ao ver ainda acordado.
                 Conceição andava com cuidado para não acordar sua mãe, que tinha o sono leve e se sentou em uma cadeira a sua frente, Conceição era uma mulher simpática e como havia somente os dois ali começaram a desenvolver uma conversa, que não tinha fim, sempre que o assunto ia terminando ele emendava outro e a conversa ia se prolongando, com o passar do tempo começou a vela com outros olhos, a mulher antes simpática agora era linda, lindíssima e enquanto rolava a conversa ele também a observava.
                Em uma de suas conversas Conceição que estava debruçada sobre uma mesa deixou o botões de uma das mangas desabotoados, mostrando a metade de seus braços que de tão brancos dava para ver as veias e isso também chamou sua atenção, por fim enquanto ainda conversava ouviram uma pancada na janela e uma voz que dizia missa do galo, missa do galo.  Conceição achou graça por que ao invés de ele acordar, foi acordado.
O assunto parava por ali, ele foi a missa e Conceição retirou-se para o quarto, durante a missa a imagem de Conceição se colocava entre a figura do padre.
Na manhã seguinte tudo voltou ao normal, Conceição voltou a ser simpática e com seus hábitos de costumes.
O autor de forma logica e objetiva deixa claro ao ironizar certos românticos e suas depravações.
História encontrada em Contos Consagrados Coleção prestigio pela editora; Ediouro-s/d.
 
PEDRO DE CASTRO
 ACADÊMICO NA FAN (Goiânia GO)
 

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